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Debates




Qua. 16 Junho / 19:00 / Trienal de Arquitectura de Lisboa
Palácio Sinel de Cordes


Public Housing – No Silver Bullet


Organizadores
Samuel de Brito Gonçalves

Participantes
Álvaro Domingues, Helena Roseta, Joana Couceiro & Sónia Alves



Qui. 17 Junho / 19:00 / Trienal de Arquitectura de Lisboa
Palácio Sinel de Cordes


Domestic Matters


Organizadores
Anna Puigjaner & Moisés Puente

Participantes
b+ & LaCol



Sab. 18 Setembro17:00 / MIRA FORUM, Porto

Decolonising the City


Organizadores
Ana Jara & Miguel Cardina

Participantes
Dori Nigro, Marta Lança & Paulo Moreira



Dom. 19 Setembro / 17:00 / MIRA FORUM, Porto

Struggle within Conflict


Organizadores
Francisco Calheiros & Maria Trabulo

Participantes
Ana Naomi de Sousa, José António Pinto & Marina Otero Verzier



Palazzo Giustinian Lolin, Veneza

No State Council


Organizadores
Fernanda Fragateiro & Jorge Carvalho

Participantes
Ângela Ferreira, Gérard Lambert, Paulo Tavares & Rui Mendes



Palazzo Giustinian Lolin, Veneza

Caring Assemblies: Positions on a Space-to-Come


Organizadores
Bartlebooth – Antonio Giráldez López & Pablo Ibáñez Ferrera

Participantes
Cátia Faria, Husos, Isabel Gutiérrez Sánchez & Mariana Pestana



Eventos Anteriores



Debating Lisbon’s Future
Housing Strategy


Veja o debate completo aqui︎︎︎

Organizadores
Gennaro Giacalone, João Romão & Margarida Leão

Participantes
Filipa Roseta, Inês Lobo, Luís Mendes & Ricardo Veludo

info

© Gennaro Giacalone, João Romão & Margarida Leão, 2021

A Habitação é um dos pilares definidores das sociedades democráticas. A soma dos OE para a habitação 2019 e 2020 foi €230 M. A este valor de referência serão acrescidos €1633 M em 2021-2026, através do subsídio europeu PRR.
Apesar das recentes estratégias propostas na Nova Geração de Políticas de Habitação, pouco debate a nível municipal tem abrangido a sociedade civil ou os agentes de transformação do território.
Após 4 semanas de discussão pública online, convidamos o vereador do urbanismo da CML Ricardo Veludo, a arquitecta Inês Lobo, a deputada e arquitecta Filipa Roseta e o geógrafo e activista Luís Mendes ao debate sobre propriedade, participação e tipologia para a cidade de Lisboa. Tomamos a proximidade temporal entre a Bienal de Arquitectura de Veneza e as eleições autárquicas em Portugal, como oportunidade de reivindicar o espaço para o diálogo democrático na construção de cidade e reclamar aos arquitectos o papel de classe politicamente comprometida com a questão How will we live together?


PARTICIPANTES
Filipa Roseta
Deputada à Assembleia da República desde 2019.
Arquitecta licenciada em 1996 pela FAUTL. Investigadora do CIAUD e membro da Research Academy – European Association for Architectural Education.
Concluiu o mestrado em Cultura Arquitectónica Contemporânea na FAUL em 2001 e o doutoramento em 2009 no Royal College of Art, em Londres. Co-fundadora do atelier Roseta Vaz Monteiro Arquitectos em 2001.
Vereadora do Urbanismo na Câmara Municipal de Cascais em 2017-2020.


Inês Lobo
Arquitecta licenciada pela Faculdade de Belas Artes de Lisboa em 1989. Iniciou a carreira profissional em 1989 e fundou o atelier Inês Lobo Arquitectos em 2002.
É professora de Projecto de Arquitectura na UAL e FAUL.

Em 1999 recebeu o título de Oficial da Ordem do Mérito pelo Presidente da República.
Curadora e comissária de exposições de Arquitectura, incluindo a repre- sentação portuguesa da Bienal de Veneza de 2012 e a VIII Bienal Ibero-Americana de Arquitectura e Urbanismo.


Luís Mendes
Licenciado em Geografia e Mestre em Estudos Urbanos em 2008 pela Faculdade de Letras – UL.
Assistente Convidado na FAUL, ESEL e IGOT.
Membro da Associação Portuguesa de Geógrafos e membro da direcção da Associação de Inquilinos Lisbonenses desde 2018.

Investigador em Estudos Urbanos, nomeadamente sobre gentrificação e regeneração urbana. Consultor técnico e científico e autor de mais de duas centenas de títulos.
Activista no movimento Morar em Lisboa.


Ricardo Veludo
Vereador do Planeamento, Urbanismo, Relação com o munícipe e Partici­pação da Câmara Municipal de Lisboa desde 2019. Licenciado em Engenharia do Território em 1999 pelo IST, com pós-gra­duações em Planeamento Regional e Urbano, Urbanística e Gestão do Território, Gestão e Avaliação Imobiliária.
Faz investigação sobre modelos de participação e de governação cidadã. Foi coordenador da equipa responsável pelo Programa Renda Acessível da CML.

ORGANIZADORES
Gennaro Giacalone Mestre em Arquitectura pelo Politécnico de Milão em 2018, com tese sobre o impacto social e arquitectónico do turismo em Lisboa, com colaboração de Roberta Pellè. Publicou o artigo científico Possible strategies to break the bond between urban requalification and gentrification, em colaboração com Roberta Pellè e Luís Mendes. Trabalha actualmente com o gabinete HAJE Arquitectos, em Lisboa.

João Romão Mestre em Arquitectura pela FAUL, 2020, completou o primeiro ano do ciclo mestrado na FAU, Universidade de São Paulo. Teve como tema de tese a habitação flexível e o mercado imobiliário. Em 2014 co-fundou o Atelier Angular. Entre 2017-2019 colaborou com Carlos Aragão e João Pombeiro. Em 2019 desenvolveu o workshop Protest Project, em colaboração com Hugo Jammes.

Margarida Leão Mestre em Arquitectura pela FAUL, 2015, completou o primeiro ano do mestrado na FADU, Universidade de Buenos Aires. A tese que escreveu é sobre a arquitectura enquanto instrumento de afirmação política. Começou a sua prática profissional em 2016, como colaboradora nos gabinetes PLCO Arquitectos e Ventura Trindade Arquitectos. Durante os últimos anos, trabalhou na Suiça com Stefan Wülser, Nicolaj Bechtel e Didier Balissat.

*Proposta seleccionada em open-call



Instant City


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Organizadores
Bernardo Amaral & Carlos Machado e Moura

Participantes
Manuel Herz, Maria Neto & Michel Agier

info
Atma Refugee camp, Idlib Syria © Ahmet Akpolat, 2020

O debate procura discutir os assentamentos de emergência para população deslocada a nível global por consequência de guerras ou condições políticas, climáticas e sanitárias. Há actualmente 80 milhões de refugiados, muitos em campos que incorporam a espacialização da expulsão e exclusão, com condições de higiene e segurança precárias.
Ao mesmo tempo, mil milhões de pessoas vivem em bairros de lata, crescentes geografias da vulnerabilidade social. Enquanto a arquitectura e o planeamento urbano geralmente ficam aquém nas suas respostas, o que podemos aprender destas cidades instantâneas? O que revelam sobre o papel da arquitectura no dilema humanitário e no nosso mundo instável? Alguns consideram as soluções informais mais eficientes que os esquemas excessivamente planeados; outros reclamam a valorização das soluções DIY dos habitantes desses campos enquanto agentes da produção do espaço. Entretanto, os arquitectos continuam a desenvolver sistemas modulares e de habitação portátil. Que perspectivas se aplicam às povoações migrantes? Questionar como vamos viver juntos exige foco na expressão física do conflito.


PARTICIPANTES
Manuel Herz
Arquitecto estabelecido em Basileia. Os seus projectos mais recentes incluem uma sinagoga em Mainz e projectos de habitação na Alemanha, Suiça e França. Foi professor na ETH de Zurique, em Harvard GSD e ensina actualmente na Universidade de Basileia. A sua pesquisa foca-se nos temas da migração, da construção de nação e espaços de refúgio. Curador do Pavilhão do Saara Ocidental na Bienal de Arquitectura de Veneza 2016, os seus livros incluem Nairobi: Migration Shaping the City e From Camp to City: Refugee Camps of the Western Sahara.


Maria Neto
Arquitecta, professora assistente na DECA-UBI e investigadora no CEAU-FAUP, COOPUAH e ICHaB-ETSAM. Candidata a doutoramento sobre campos de refugiados em situações prolongadas, financiado pela FCT. Com estudos de pós-graduação em Development of Human Settlements in the Third World (ICHaBETSAM) e prática profissional em Humanitarian Shelter Coordination (IFRC/UNCHR/Oxford Brookes University), colaborou com UNHCR e BRC no suporte ao refugiado. Recebeu o Prémio Távora 2016 com Invisible Cities of Dadaab.


Michel Agier
Antropólogo, Professor (Directeur d’études) na École des Hautes Études en Sciences Sociales (EHESS Paris) e Investigador Sénior no IRD (Instituto de Investigação para o Desenvolvimento). Com publicação prolífera, os seus principais interesses passam pela Globalização Humana, Marginalidades Urbanas e Exílio. Após vários anos em trabalho de campo na África Ocidental e América Latina, conduz agora investigações pessoais e colectivas na África, Médio Oriente e Europa sobre migrações e refugiados.

ORGANIZADORES
Bernardo Amaral É arquitecto, investigador e activista estabelecido no Porto. A sua investigação de doutoramento em curso, na FCTUC-DARQ, foca-se nas metodologias de desenho dos colectivos auto-propostos de arquitectura trabalhando com movimentos do direito à habitação. No seu estúdio, BAAU, muito da sua prática lida com a reabilitação de edifícios antigos para habitação acessível. Bernardo é ainda tutor e professor em diversos workshops e seminários. Actualmente ensina num curso de pós-graduação da ESAP.

Carlos Machado e Moura
É arquitecto, curador, doutorando e investigador no CEAU-FAUP. A par do seu trabalho com os MAVAA, é autor de livros como Building Views (2017) tendo sido membro do corpo editorial do J-A Jornal Arquitectos. Actualmente, Carlos colabora com panoramah!® e é membro MC da CA18126 Writing Urban Places e investigador no projecto (EU)ROPA – Rise of Portuguese Architecture, do CES. Em 2020 recebeu o Prémio Távora e uma menção honrosa do Premio Architetto Italiano.


*Proposta seleccionada em open-call



Lines of Violence


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Organizadora
Patrícia Robalo

Participantes
Aitor Varea Oro, Ana Bigotte Vieira, Helena Barbosa Amaro, Lígia Nunes, Nuno Leão & Sandra Lang

info

© Patrícia Robalo, 2021

Em 1961, Jane Jacobs e Lewis Mumford publicaram quase simultaneamente as suas obras mais influentes. A co-existência das suas visões no debate público iniciou um conflito, ainda por resolver, em Arquitectura e Urbanismo.
O conflito torna a urbanização contemporânea mais tangível, desafiando a ordem estabelecida e as suas linhas de violência. Mas analisar o conflito, ou estar em conflito, foca-nos na produção do conflito em si. Leva-nos, a modos dicotómicos de pensar, de mútua definição, racionalidade e sensibilidade. O léxico bélico torna-se inevitável – luta, resistência, emergência, ocupação, resiliência, estratégia, extinção. Tudo se relaciona – saúde, habitação, mobilidade, segregação, economia, política, cultura. As razões são fundamentais à urbanidade, à vida, à democracia e à nossa existência.
Será que os sonhos, a esperança e o conhecimento nos guiam quando vivemos em conflito? Ou, é a sua ausência que despoleta o confronto sobre a forma como construímos os lugares em que vivemos?


PARTICIPANTES
Aitor Varea Oro
Arquiteto e com o seu trabalho visa a democratização do acesso a uma habitação condigna. A sua prática profissional, em Espanha e Portugal, promove a articulação entre as instituições, a academia e a sociedade civil para, criando uma linguagem comum, encurtar as distâncias entre quem tem o problema e quem tem a solução. A sua maior aprendizagem até hoje é a necessidade de trabalhar com tod@s e de falar, especialmente, para quem ainda não está sensibilizado com o problema.


Ana Bigotte Vieira
Faz parte da equipa de programação do Teatro do Bairro Alto, sob direcção artística de Francisco Frazão, como programadora de discurso. Licenciou-se em História Moderna e Contemporânea (ISCTE), especializando-se em Cultura e Filosofia Contemporâneas (FCSH-UNL), e em Estudos de Teatro (UL). A sua tese de Doutoramento recebeu uma Menção Honrosa pela Fundação Mário Soares. É co-fundadora de baldio | Estudos de Performance, e dramaturgista. Traduz teatro e filosofia.


Helena Barbosa Amaro
Licenciada em Direito pela FDUC, pós-graduada em Direito do Urbanismo, do Ambiente e do Ordenamento do Território pelo CEAU. Doutoranda em Arquitectura pela FAUP, variante Dinâmicas e Formas Urbanas. Investigadora integrada do CEAU, e bolseira da FCT. Doutoramento incidente no Vale do Ave, na área da mobilidade, da habitação, e das políticas públicas.


Ligia Nunes
Nasceu em Lisboa, licenciou-se em Arquitetura pela FAUTL e é doutorada pela ETSA da Universidade da Corunha. Abre Atelier e inicia docência em Arquitetura em 1997, nas áreas de Projeto, Teoria e História da Arquitectura, é professora auxiliar no Mestrado e no Doutoramento do DAULP e colaboradora da pós-graduação Territórios colaborativos no ISCTE. É membro do CEAU da FAUP. Fundou Arquitectos sem Fronteiras Portugal e preside a organização Architecture Sans Frontieres Internacional.


Nuno Leão
Estuda filosofia e é tradutor, tendo sido o responsável pela tradução para português de “Crónicas da Psicodeflacção”.


Sandra Lang
Construtora de violinos, especializada em construção de arcos, artista e Investigadora. Vive em Turim. O seu trabalho situa-se no cruzamento de práticas disciplinares como a escrita, a filosofia, a arte e a critica social. Nos seus interesses teóricos incluem-se o pós-estruturalismo, o operaismo italiano e as teorias posfordistas. A sua investigação debruça-se sobre os movimentos sociais recentes e da última metade do século XX , como os movimentos sociais italianos dos anos 1960 e 1970 ou os movimentos sociais globais desde 2011.

ORGANIZADORA Patrícia Robalo
É arquitecta, trabalha e vive em Lisboa onde co-criou o atelier MUTA. Articula a actividade de projecto de arquitectura com incursões em curadoria. Nomeadamente: para o comissariado do Open House Lisboa 2019 – Lisboa Sem Centro; eOutra Lisboa – Viagens num Espaço Urbano Maior, cuja programação final foi projecto associado da Trienal de Arquitectura de Lisboa 2016. Participa e organiza regularmente, debates, exposições e outros formatos de divulgação arquitectónica e urbanística.


*Proposta seleccionada em open-call